#PAPOCALCINHA: Depressão
04:28Boa noite galerinha, como prometido todo domingo terá o melhor quadro do blog o PAPO CALCINHA, hoje abordando um assunto delicado, que atinge principalmente nós, mulheres.
Gostaria de relembrar que todas essas informações são retiradas de sites confiáveis, não sou nenhuma médica ou especialista nos assuntos abordados neste quadro. Todos os direitos reservados para o site www.minhavida.com.br
O que é Depressão?
A depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. No sentido patológico, há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. É imprescindível o acompanhamento médico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado. Causas A depressão é uma doença. Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Outros processos que ocorrem dentro das células nervosas também estão envolvidos. Ao contrário do que normalmente se pensa, os fatores psicológicos e sociais, muitas vezes, são consequência e não causa da depressão. Vale ressaltar que o estresse pode precipitar a depressão em pessoas com predisposição, que provavelmente é genética. A prevalência (número de casos numa população) da depressão é estimada em 19%, o que significa que aproximadamente uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento da vida.
Pesquisas: Uma pesquisa americana, reproduzida no Brasil no estado de São Paulo, apontou que 20% das mulheres apresentam episódios depressivos pelo menos uma vez ao longo da vida. Entre os homens, o índice é de 12%.
Sintomas de Depressão:
- Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia. Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas.
- Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis.
- Desinteresse, falta de motivação e apatia.
- Falta de vontade e indecisão.
- Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio.
- Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte.
- A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio.
- Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom "cinzento" para si, os outros e o seu mundo.
- Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento.
- Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido.
- Perda ou aumento do apetite e do peso.
- Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo).
- Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.
Tratamento de Depressão:
O tratamento da depressão é essencialmente medicamentoso. Existem mais de 30 antidepressivos disponíveis. Ao contrário do que alguns temem, essas medicações não são como drogas, que deixam a pessoa eufórica e provocam vício. A terapia é simples e, de modo geral, não incapacita ou entorpece o paciente. Alguns pacientes precisam de tratamento de manutenção ou preventivo, que pode levar anos ou a vida inteira, para evitar o aparecimento de novos episódios de depressão. A psicoterapia ajuda o paciente, mas não previne novos episódios, nem cura a depressão. A técnica auxilia na reestruturação psicológica do indivíduo, além de aumentar a sua compreensão sobre o processo de depressão e na resolução de conflitos, o que diminui o impacto provocado pelo estresse.
Medicamentos para Depressão:
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.
Convivendo:
A chave para a recuperação da depressão é começar com algumas metas pequenas e lentamente construir o seu programa a partir daí. Comece com os recursos que tiver à sua disposição. Você pode não ter muita energia, mas provavelmente você tem o suficiente para fazer uma pequena caminhada à volta do seu prédio ou pegar o telefone para falar com um amigo. Escolha alguém de confiança que conviva diariamente consigo. Peca-lhe para o convidar a sair de vez em quando, peca-lhe que lhe pergunte se tem caminhado, se tem ido às compras, se tem lido o jornal. Essa pessoa pode funcionar para si como um “auxílio” de monitorização. No inicio não exija demasiado de si, possivelmente não fará tudo aquilo a que se propõe, não tem problema, mantenha-se firme, leve as coisas um dia de cada vez e recompense-se por cada realização bem sucedida. Os passos podem parecer pequenos, mas eles vão permitindo implementar alguma dinâmica. Aos poucos por cada ação concretizada e energia gasta (aquela que parece não ter) irá aumentar o seu ânimo, você pouco a pouco irá sentir os seus níveis de energia aumentarem.
ALGUMAS FORMAS PARA PROMOVER A ATIVAÇÃO COMPORTAMENTAL E CONSTRUIR RELAÇÕES DE SUPORTE:
- Fale com alguém da sua confiança acerca dos seus sentimentos.
- Vá tomar café ou lanchar com um amigo.
- Peça a alguém chegado que entre em contacto consigo regularmente.
- Saia com alguém para ir ao cinema, teatro ou para dar um passeio.
- Telefone a um amigo.
- Agende um jantar semanal.
- Conheça alguém novo, inscrevendo-se num curso ou num clube.
- Confie num psicólogo, padre ou conselheiro.
CUIDE DE SI MESMO: A fim de superar a depressão, relembre-se, você tem que cuidar de si mesmo. Isto inclui tempo para fazer coisas que você gosta, pedindo ajuda aos outros. É importante que estabeleça limites para o que você se propõe e é capaz de fazer, adotando hábitos saudáveis, e agendando atividades divertidas para o seu dia.
- Passe mais tempo na natureza,leia um bom livro
- Veja programas de TV ou filmes de comédia
- Tome um bom banho (tente apreciar esse momento)
- Ouça música que goste
- Envolva-se em algumas pequenas tarefas
- Escreva no seu diário
- Faça algumas coisas espontâneas
- Vá a um centro de massagens
- Relembre-se do que gosta em si
- Motive-se para fazer coisas, mesmo quando não lhe apetece (e isto será o mais provável). Você pode ficar surpreendido com as suas melhorias assim que começar a activar-se. Mesmo que a sua depressão não alivie imediatamente, você irá gradualmente sentir-se mais animado e enérgico à medida que vai tendo iniciativa para as atividades lúdicas.
DESAFIE OS PENSAMENTOS NEGATIVOS E PESSIMISTAS:
- Pense fora de si mesmo
- Pergunte a si mesmo se você diria a outra pessoa o que está pensando para si. Se acha que não diria, pare de ser tão duro consigo.
- Pense em declarações mais ajustadas e como as pode verbalizar ou pensar de uma forma mais realista.
- Faça um registo dos seus pensamentos negativos mais severos. Sempre que tiver um pensamento negativo, anote o pensamento e o que o desencadeou num livro de registo (pode fazer isso ao fim do dia). Reveja o registo quando você estiver de bom humor.
- Pergunte a si mesmo se a negatividade que pensou foi verdadeiramente justificada. Para obter uma segunda opinião, você também pode pedir a um amigo ou um terapeuta para conversar sobre seu registo.
- Pode ainda imaginar uma lista de cinco amigos, e o que é que eles pensariam para a mesma situação (a que o levou a pensar de forma negativa).
- Substitua pensamentos negativos por positivos.
- Reveja o registo de pensamentos negativos. Depois, para cada pensamento negativo, escreva algo positivo. Por exemplo, ” O meu chefe odeia-me, por isso deu-me este relatório super difícil para eu fazer”, poderia substituir para: “O meu chefe deve ter muita fé em mim para me dar tanta responsabilidade”.
- Socialize com pessoas positivas e bem humoradas. Tente perceber como essas pessoas encaram a vida e a forma construtiva como lidam com os desafios, mesmo os menores, como não ser capaz de encontrar um parque de estacionamento. Então pense como é que você reagiria na mesma situação. Mesmo que você tenha que simular, tente adotar uma visão otimista, uma atitude positiva e persistente perante as dificuldades.
Bom gente, o post acabou ficando "meio" enorme, mas reuni as melhores informações sobre a depressão, só quem vive ou convive com pessoas que sofrem desse mal sabem como é uma doença perversa, só cabe a nós mesmos sabermos conviver e buscar ajuda. Se você é ou conhece alguém depressivo, por favor conte-nos aqui nos comentários como foi passar por todos essas dificuldades e como a pessoa encara tudo isso. Por hoje era isso, beijinhos.
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